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5 tendências que vão impactar o turismo em 2020

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A vontade de viajar, explorar o mundo e conhecer novos lugares é uma das características humanas mais antigas que existem. O que antes era exploração e descobrimento virou uma indústria bilionária que gera empregos, movimenta economias e desenvolve cidades e países. No começo deste ano, a consultoria Skift publicou seu relatório anual de megatendências para a indústria do turismo em 2020.

1. A invasão da Geração Z

Os millennials foram o foco da indústria do turismo nos últimos anos. Mas, com a chegada da Geração Z, que compreende as pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 e 2009, ao mercado de trabalho, esse cenário vai mudar. Em 2020, a Gen Z passará a abranger a maior fatia da população mundial e terá, pela primeira vez na vida, dinheiro e autonomia para assumir o controle de suas próprias viagens.

Esta geração é definida pelo fato de seus membros estarem imersos em tecnologia, como celulares, internet e mídias sociais, desde muito jovens.É ainda altamente influenciada pelas redes sociais, e o smartphone é a principal ferramenta para pesquisas e reservas.

Para se ter ideia, uma das tendências para 2020 é a popularização de atrações “instagramáveis”, feitas sob medida para ficar bem nas redes sociais, como Museum of Ice Cream e a Color Factory. 

2. Turismo de bem-estar para os mais velhos

A ONU projeta que, até 2050, o mundo terá mais de 2,1 bilhões de pessoas com mais de 60 anos. A indústria do turismo está se preparando desde já para acomodar esse público mais sênior e uma das tendências para 2020, segundo o relatório, é o surgimento de destinos e programas de bem-estar voltados para os baby boomers mais jovens e uma parcela mais velha dos membros da Geração X, ou seja aqueles entre 45 e 60 anos.

Em vez de oferecer maneiras de evitar o inevitável declínio físico, como spas e retiros de yoga, as empresas de viagens estão oferecendo maneiras novas e inovadoras de abordar a mente e o espírito para este público. Em 2020, a tendência é o surgimento de sabáticos de bem-estar para turistas na meia idade.

3. Equilíbrio contra o excesso de turistas

No passado, o sucesso de um destino turístico era calculado pelo número visitantes que recebia ano a ano. Agora, com algumas cidades e países sofrendo as consequências do “overtourism”, ou “turismo excessivo”, em tradução literal, o sucesso de um destino também precisa ser medido pelo desenvolvimento sustentável do local e pelo bem-estar dos moradores e comerciantes locais. Segundo o relatório, os destinos que permanecerão competitivos e atraentes terão que começar a preservar suas comunidades e patrimônios culturais.

+ SOBRE O ASSUNTO: Efeito “perrengue chique”: o que as cidades estão fazendo para conter excesso de turistas

Em 2020, os órgãos de turismo dos países devem buscar novas maneiras de conter os problemas do turismo em excesso, seja tentando levar os viajantes para destinos menos procurados no país ou, em casos mais drásticos, limitando ou até proibindo a entrada de turistas, como é o caso da ilha de Maya Bay, na Tailândia, que foi fechada para turismo até 2021 para que o ecossistema do local se recupere da exploração em alta escala dos últimos anos.

4. Novas rotas dos voos super longos

Em 2019, a companhia aérea australiana Qantas bateu recorde ao realizar um voo de passageiros de 20 horas, de Nova York para Sydney, sem escalas. Essa modalidade de voos superlongos deve crescer em 2020, com novas rotas diretas entre pontos longínquos que antes precisariam de pelo menos uma escala. Isso é possível por conta da nova geração de aviões, o Boeing 787 e o Airbus A350, que têm autonomia e são economicamente viáveis para realizar esse tipo de voo.

Com a popularização dos voos superlongos, poderemos ver o surgimento de rotas que antes eram improváveis, como São Paulo – Bangkok ou São Francisco – Nova Delhi, por exemplo. De acordo com o relatório, estes voos longos podem prejudicar hubs consolidados, especialmente no Oriente Médio, como Dubai e Doha, que hoje servem de conexão entre viajantes das Américas/Europa e Ásia.

5. “Flight shaming”

A culpa pelo custo ambiental das viagens aéreas, que ficou conhecida como “flight shaming”, está fazendo com que os turistas mais socialmente responsáveis procurem maneiras de compensar as emissões de carbono dos voos e também adotem meios de transporte alternativos, sempre que possível.

No âmbito do turismo de negócios, a busca pela redução de custos e um compromisso mais sólido com a sustentabilidade resultará em uma redução de viagens de negócios desnecessárias. No lugar das viagens, haverá um crescimento de reuniões e eventos remotos, usando novas tecnologias de telepresença.

 


Fonte Consumidor Moderno

 


 
 
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