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Aprendizado que vem da arte

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Visitar um museu em silêncio, sem sair da fila, sem tocar em nada e sem desviar a atenção das explicações sobre técnicas artísticas e história da arte não é o tipo de passeio que meninos e meninas gostariam de repetir. Bom comportamento, respeito aos outros visitantes e às obras são fundamentais, mas, para que experiências fora da sala de aula sejam proveitosas, também é preciso respeitar as principais características das crianças: a curiosidade e o anseio por novas descobertas.

Cientes disso, curadores de exposições têm se preocupado cada vez mais com a interatividade e o dinamismo nos museus. A exposição “A Magia de Escher”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, é exemplo disso. Além da proposta de montagem das salas, as obras do holandês Maurits Escher têm forte caráter interativo, trabalhando com ilusões de ótica de forma divertida e convidativa.

Sucesso de público (38 mil pessoas já foram conferir), a exposição tem atraído muitas escolas e a lista de visitas agendadas é grande. Entre os principais motivos está a possibilidade de trabalhar a obra de Escher de forma multidisciplinar. “Ele é muito lúdico e um artista muito amplo. A experiência de visualizar seus efeitos é interessante pelo uso de figuras geométricas. Essa é uma visita que permite trabalhar muitas outras coisas”, afirma Sônia Sillas, gestora de ensino da educação infantil e fundamental do Colégio Opet.

A Sala da Relatividade, por exemplo, espaço em que duas pessoas se colocam de lados opostos e parecem ter tamanhos bem diferentes, permite uma ótima reflexão sobre a física. “Ótica, perspectivas, profundidade, uso de es­­pelhos. Tudo isso pode ser usa­do por um professor de Físi­ca ou Matemática, além de podermos localizar o artis­ta dentro de um momento da história”, diz o fundador da Sociedade Brasileira de His­tó­­ria da Educação, Marcus Le­­vy Albino Bencostta, professor do Setor de Educação da UFPR.

Propagadores culturais

Além do ganho pedagógico, visitas escolares a museus e outros espaços de arte ajudam a propagar a cultura. Se as crianças se encantam com o que veem e contam o que viveram em casa, elas podem incentivar o restante da família a ir ao museu em outro momento. “Muitas pessoas têm receio de ir a um museu por causa das fronteiras culturais. Acham que é um local elitizado e que não vão entender a arte. A presença da criança ajuda as famílias a se aproximarem dos museus”, diz Bencostta.

O especialista lembra que visitas esporádicas não são o suficiente. O ideal é incluir esse tipo de atividade no calendário escolar, sem encará-la como apenas uma missão de um ou outro professor.

Atividade deve ser definida a partir da idade dos estudantes 

Para o historiador do Museu Oscar Niemeyer Ricardo Freire, é a idade da criança que deve determinar o que será trabalhado em cima da exposição visitada. “Menores de 12 anos não têm muita referência para entender técnicas de movimentos artísticos, mas, a partir dessa idade, já se fala em xilogravura, litogravura e outras ténicas”, conta.

Entretanto, antes de os alunos imergirem em uma nova experiência, professores e pedagogos podem desenvolver atividades para contextualizar o jovem ao que ele vivenciará. Na Escola Terra Firme, por exemplo, algumas semanas antes da visita à exposição de Escher, os professores vinham preparando seus alunos nas aulas de Matemática, Língua Portuguesa e Artes.

De acordo com a diretora da escola, Sandra Cornelsen, esse tipo de trabalho também pode ser desenvolvido em casa. Os pais podem incentivar atividades prévias, lendo juntos sobre o artista, pesquisando na internet e, depois, estimulando uma releitura feita pelo filho.

Trabalho valorizado

Tão importante quando oportunizar que a criança registre suas emoções e sentimentos por meio da arte é dar valor ao que ela produz. “Receber o desenho e deixá-lo no banco do carro não é valorizar o trabalho da criança. Tem de expor, colocar moldura, selecionar os melhores para fazer um portfólio. Não temos direito de jogar fora”, diz Sandra.

Pais e professores
Veja como se preparar para ir a museus com crianças:

• “Estudo” prévio: Conhecer as principais obras do artista, como foi sua vida e o momento histórico de que faz parte ajuda a despertar o interesse pela exposição a ser visitada. Quando uma criança já tem referência sobre o que vai encontrar, o olhar é outro e o proveito também.

• Pintando o 7: Há exposições, como a de Escher, que contam com uma oficina de arte ao final da visita. Essa etapa não deve ser descartada, uma vez que é um momento em que a criança é estimulada a se expressar.

• Construindo o itinerário: Quanto menor a idade e a experiência em museus, mais livre deve ficar o visitante para escolher como apreciar o que chama sua atenção.

• Interação artística: Incentive a criança a ser mais que um mero espectador. Se for permitido, leve uma câmera fotográfica e a incentive a fotografar o passeio. Levar papel e lápis de cor é uma boa estratégia, já que estimula a criatividade e pode render uns minutos para os pais explorarem o espaço com mais calma.

• Respeito e educação: Combine antecipadamente qual o comportamento esperado da criança e qual a duração do programa. Assim, evita-se a ansiedade e possíveis birras. Quanto mais experiência a criança tiver nesses espaços, melhor ela saberá se comportar.

• Encarando uma “maratona”: Se o destino não for uma, mas várias salas de exposição, faça pausas para descanso, comida e bebida. Assim se garante a disposição da criança para completar o passeio.

• Feedback: Depois da visita, conte o que achou da experiência e converse sobre a impressão que a criança teve, qual instalação chamou mais atenção e veja se ela tem alguma dúvida.

Fonte: Gazeta do Povo




 


 
 
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