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Escher gera visitação recorde

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A conversa intensa, a exclamação “que louco!” e os cliques das câmeras fotográficas e dos celulares fazem parte da “trilha sonora” da exposição A Magia de Escher, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer. A mostra, que esteve em outras cidades brasileiras em 2011 e foi a mais visitada do mundo naquele ano, segundo a publicação The Art Newspaper, pode ser considerada um dos maiores fenômenos do MON. Somente entre os dias 11 e 21 deste mês, 14 mil pessoas estiveram na exposição.

Para se ter uma ideia, 14 mil foi quase o público total que a Casa Andrade Muricy recebeu durante todo o ano passado (14.309), mesmo trazendo exposições artisticamente equivalentes a de Escher. Então, qual o motivo de a mostra ser tão popular? Segundo o curador Pieter Tjabbes, é a capacidade que Escher teve de ser lúdico e tecnicamente competente. “Tanto quem entende como quem não sabe de arte consegue se envolver. As obras te sugam”, salienta o curador, que montou a mostra de forma didática, com explicações sobre o artista e seu trabalho.

Tjabbes havia adiantado que A Magia de Escher costuma atrair um público diferente e mais diverso. Isso foi comprovado pela reportagem do Caderno G na tarde de sexta-feira, 19, quando os seguranças e monitores mal davam conta de informar tanta gente. Mesmo em um horário em que grande parte das pessoas trabalham, as salas 1 e 2 estavam lotadas de estudantes, casais adolescentes, idosos, turistas e grupos de amigos que começavam ali a sua programação do fim de semana. Francielle Costa e Sabrina Godarth, frequentadoras assíduas do MON, ficaram surpresas com a quantidade de pessoas e têm uma tese: Escher é capaz de incluir o visitante. “E ele ainda traz uma qualidade de desenho perfeita”, observa Sabrina, que é designer.

As redes sociais são outro propulsor do sucesso. Repare na sua página pessoal: provavelmente, você viu, nesses últimos dez dias, pelo menos uma dezena de fotos da instalação mais popular, a Sala da Relatividade (uma espécie de casa em que a ilusão de óptica faz parecer que um visitante fica gigante perto do outro). Como a organização da mostra incentiva que a experiência seja fotografada e compartilhada nas redes sociais, muitos acabam atraídos via internet. “Isso tem um efeito multiplicador”, salienta Tjabbes.

Fantástico

O casal Carlos Benetti e Maria de Lourdes Bozza raramente vão ao MON. Resolveram ver Escher depois que um amigo buzinou nos ouvidos deles a semana toda sobre a exposição. “Isso é fantástico, ele pegou o fio da meada e levou adiante. É coisa de gênio”, frisa Benetti, que não teve paciência de ficar parado muito tempo conversando, e seguiu pela sala. A esposa Maria de Lourdes contou que não ficou “nada arrependida” de ter aceitado o convite do amigo, e que “chama a atenção o talento e a inteligência que o Escher teve para fazer tudo isso.” Voltará mais vezes ao museu, Maria? “Pretendo sim, e quero saber mais sobre arte.”

Fonte: Gazeta do Povo


 


 
 
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