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Esforço para preservar a história

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Todo mundo lembra de algum prédio antigo, com arquitetura característica de uma época, que tomba em nome da modernidade. Afinal, grandes terrenos em áreas urbanas valorizadas  são superdisputados por incorporadoras imobiliárias. Espaço é dinheiro e, assim, se vai parte da história.

Nesse cenário, exemplos de preservação do patrimônio arquitetônico chamam atenção. É o caso do complexo cultural A Fábrika, no bairro Alto da XV. Há mais de 30 anos, o espaço, onde funcionou a fábrica de fitas e bandeiras Venske até 1980, foi recuperado e seus pavilhões ocupados um a um por cursos de idiomas, academia de ginástica, escola de dança, a redação do Núcleo Estilo de Vida da Gazeta do Povo, entre outros empreendimentos com viés cultural.

Entre os dias 23 de junho e 09 de agosto, parte do conjunto receberá a 22ª edição da Casa Cor Paraná, reafirmando a vocação do empreendimento e lançando luz à arquitetura fabril, característica dos anos 1920 e 1930, que ostenta em seus 16 mil m2. “Os profissionais participantes tiveram a oportunidade de explorar e evidenciar a arquitetura preservada e única da Fábrika”, enfatiza a diretora da Casa Cor Paraná Marina Nessi.

A arquiteta Maria Helena Paranhos foi uma das responsáveis pelo projeto de reciclagem dos edifícios e envolveu-se na articulação para atrair inquilinos. “Quando entramos na Fábrika, em 1984, ela estava como se o último operário tivesse saído dali há poucas horas. As máquinas estavam intactas, ainda com fio nos teares”, relembra.

A primeira providência foi documentar com fotos, feitas por Orlando Azevedo, todos os ângulos do local e a partir daí pensar no restauro dos edifícios, mas, para isso, era preciso viabilizar o empreendimento economicamente. “Já havia a vontade de instalar a academia e, enquanto recuperávamos o prédio para ela, conversei com o Instituto Goethe, que na época estava em busca de um espaço maior. Encantaram-se pelo edifício e fizemos todo o processo de adequação para a instalação das salas de aula, biblioteca, auditório, entre outros equipamentos”, conta.

A presença do Goethe atraiu outros centros de idiomas, como a Aliança Francesa (que trouxe com ela o consulado da França e a Câmara do Comércio França Brasil) e o Instituto Cervantes.
“Sempre me interessei por economia criativa, reuso dos espaços e a reciclagem das cidades. Foram esses conceitos que aplicamos na Fábrika, que se tornou um lugar raro, quase um oásis no meio do espaço urbano”, analisa Maria Helena.

Perícia nos detalhes

O trabalho mais importante de recuperação se deu nas instalações elétricas, de infraestrutura, prevenção de incêndio e cisterna, além de todo o telhado, incluindo o madeiramento. Foram cerca de 10 anos de trabalho e, para desenvolver os projetos, Maria Helena trabalhou em parceria com o arquiteto e sócio Paulo Pacheco. “Essa arquitetura fabril é de um requinte e qualidade impressionantes. O rigor da construção é uma marca evidente”, afirma Pacheco.

As estruturas de peroba estavam bem comprometidas e a solução foi substituir, além de fazer um reforço com estruturas metálicas. “Esse material entrou como uma interferência nova, mas sem desrespeitar a arquitetura.”

As telhas francesas tradicionais foram lavadas com escova, uma a uma, para tirar o limo. É um tipo de telha que exige inclinação maior, daí a necessidade de manter o desenho do telhado. “Em alguns pontos, para ganhar luz natural, foram encomendadas telhas de vidro do mesmo modelo”, explica Pacheco.

Outra estrutura que foi preservada é o sistema de iluminação e ventilação naturais de shede, muito utilizado em fábricas, especialmente quando não é possível obter luz lateral, ou esta é deficiente pela excessiva largura do edifício. As faces quase verticais do telhado são envidraçadas.  “É um sistema muito inteligente e executado com maestria. A quantidade de luz é sempre adequada, seja um dia ensolarado ou encoberto”, aponta.

Uma pequena cidade

Para Pacheco e Maria Helena, a experiência vivida na obra da Fábrika teve influência de um momento em que havia no pensamento arquitetônico uma revalorização do espaço público. “Foi intuitivo, mas fomos impactados por esse movimento”, aponta Pacheco.

Tanto que a nova configuração fez nascer uma pequena urbe no imóvel. Há ruelas arborizadas e servidas de bancos, que levam à praça central, ponto de convergência de todos os visitantes.“É um local rico em troca de experiências.  E a grande conquista desse trabalho é o espaço permanecer para a cidade. Vejo como sinônimo de sociedade avançada”, ressalta Pacheco.

Para Maria Helena, o exemplo da Fábrika pode ser replicado em Curitiba. É importante que os proprietários de imóveis históricos saibam que por mais antigo que o prédio seja, pode ser recuperado e usado respeitando suas características. A arquitetura tem personalidade e é muito bom entrar em um ambiente sabendo que ele foi criado originalmente para outro uso”, completa Maria Helena.

A seguir, fotos da Fábrica de fitas Venske, que funcionou no prédio desde a construção, em 1938, até 1980. Todas as características da arquitetura fabril foram mantidas. As imagens são do livro Fitas e Bandeiras Venske, de Orlando Azevedo.

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Fonte Gazeta do Povo

 


 
 
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