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Homenagem à dupla caipira mais famosa de Curitiba, fonte traz vida à região da Cruz Machado

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Assim como as grandes cidades do Velho Continente, Curitiba também tem sua fonte dos desejos. Sua localização tímida, na esquina das ruas Cruz Machado e Alameda Cabral, faz com que o monumento, batizado de Mocinhas da Cidade, muitas vezes passe despercebido por quem tem nas vias uma rota de transporte cotidiano. Já para os que passam a pé pelo endereço, é praticamente impossível ficar alheio à sua presença.

Encolhida em um remanescente de terreno e com frente para a Cruz Machado, a fonte se destaca entre as construções vizinhas pela sua tonalidade azulada e por trazer, além da água, painéis com a famosa letra da música homônima, escrita pela dupla caipira Nhô Belarminoe Nhá Gabriela, de Curitiba.

“A fonte foi inaugurada [em setembro de 1996] no primeiro mandato do Rafael Greca como prefeito. Ele decidiu fazer dela uma homenagem à dupla caipira”, lembra o arquiteto Fernando Canalli, autor do projeto da fonte. “Como o terreno é comprido e estreito, a proposta foi dividi-la em cinco painéis cerâmicos: o central, que traz a fotografia da dupla, e outros quatro laterais, com cada um dos quatro versos da música”, acrescenta.

Erguida em concreto armado, a fonte ainda é emoldurada por 12 colunas cinzas que exibem pinhões estilizados em seu topo – outra referência à capital. “Elas valorizam a fonte, pois trazem volumetria à construção”, explica Canalli. Outro elemento que se destaca no conjunto são as quatro luas pintadas abaixo dos versos da canção. Elas representam uma espécie de metáfora, pois, segundo o arquiteto, assim como o astro, a música também se tornou universal.

Monumento

Além de prestar homenagem à dupla caipira mais famosa do Paraná, a fonte Mocinhas da Cidade tem outra importante função: a de ocupar um terreno que corresponde a um resquício de urbanização e que, não fosse sua construção, estaria fadado ao abandono ou ao acúmulo de lixo – como acontecia até então.

“Isso valoriza [o local] e cria espaços significativos, que reforçam a sensação de pertencimento da sociedade em relação à cidade”, destaca Alessandro Filla Rosaneli, professor do programa de pós-graduação em Planejamento Urbano e Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Observatório do Espaço Público, laboratório dedicado ao estudo de ruas, praças e parques.

O comerciante João Elizio, que há nove anos mantém uma sapataria na Alameda Cabral, concorda. Tendo a fonte como vizinha, ele ainda vê no monumento a materialização de uma memória da infância, período no qual ouvia pelo rádio, e na companhia do pai, a música “Mocinhas da Cidade”.

Mesmo com todo este simbolismo, a fonte acaba funcionando mais como um ponto de referência em meio ao cinza dos prédios e do trânsito da região do que como um atrativo turístico da cidade. Prova disso são os poucos turistas ou moradores que dedicam alguns minutos do dia para contemplá-la, como contam a cabeleireira Dirce Weiss e a manicure Ivonete Carvalho, que trabalham em um salão localizado na Cruz Machado.

A falta de divulgação e de uma melhor manutenção da fonte também contribuem para isso, na avaliação delas. “Tem gente que chega a tomar banho e a lavar roupas na fonte ou a pegar água dela para lavar carros. Vemos tudo pelos espelhos do salão”, contam as profissionais. Quando a reportagem visitou o monumento, no início de janeiro, a obra estava suja de limo e, sua água, turva e malcheirosa. Apesar disso, a música “Mocinhas da Cidade” e seus intérpretes estavam “vivos”, tanto nos painéis cerâmicos da fonte dos desejos “caipira” como na lembrança dos curitibanos.

Em nota, a prefeitura de Curitiba diz que a fonte “vem passando por serviços de limpeza semanalmente” e afirma que uma nova já está programada para a próxima semana. A prefeitura reforça, ainda, que “a população pode ajudar a coibir atos de vandalismo por meio de denúncias via Central 156″.


Fonte Gazeta do Povo

 


 
 
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