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Os 130 anos de história do Passeio Público

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No mais antigo parque de Curitiba, árvores nativas e espécies raras, arquitetura de diversos períodos e animais em cativeiro convivem com o ritmo acelerado da região central. Fotos: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo

Em meio aos répteis, o tratador de animais Dionor de Paula sente-se à vontade. Afinal, são 28 anos trabalhando com animais, principalmente os exóticos. Há 10, ele cuida exclusivamente das cobras do serpentário do Passeio Público. O que inclui uma imensa jiboia, cascavéis e jararacas. Pode-se dizer que o cuidado com os animais está no sangue. Afinal, seu pai foi tratador no mesmo lugar.

O Passeio Público, primeiro parque de Curitiba e criado para drenar um pântano, não faz parte apenas da história da família de Paula, mas de muitos curitibanos.

Inaugurado em 2 de maio de 1886 pelo presidente da província do Paraná, Alfredo D’Estragnolle Taunay, o Passeio Público acompanhou o crescimento de Curitiba.

Alfredo Trindade, superintendente de Obras e Serviços da Secretaria do Meio Ambiente e diretor do parque entre 2011 e 2012, conta que o parque, por sua localização, acaba sendo a “sala de estar” de quem vai ao Hospital de Clínicas. Além disso, tem uma das melhores pistas de corrida – totalmente plana. Em contrapartida, o tráfego intenso dos carros danificou parte das cercas, construídas no estilo Haussmanniano, caracterizado por replicar paisagens naturais por meio de intervenções artificiais.

Arquitetura

Ao longo dos 130 anos, o Passeio Público passou por dois tombamentos. Na década de 1970, os portões foram reconhecidos. Um deles é semelhante ao Cemitério de Cães de Paris (Cemitière des Chiens de Asnière-Sur-Seine). Nos anos 1980, a estrutura integral foi motivo de tombamento. Por isso, qualquer reforma e intervenção deve passar pela curadoria do Patrimônio Histórico do Paraná.

Obras instaladas no parque de 70 mil metros quadrados remontam a diversos movimentos. O aquário é um coreto mourisco instalado sobre uma gruta estilo art-nouveau.

Trindade adianta que há um projeto de restauro que deve ser realizado ainda este ano. “Vamos restaurar a pintura de peixes que há por baixo das placas brancas. Também haverá uma rampa para acessibilidade”, explica.

ponte pênsil, que liga a área central do parque à Ilha da Ilusão, foi recuperada e agora é aberta aos sábados. Em metal e com amarras, ela vem de um projeto inglês.

Outra ponte é a de pedra, uma construção original. Próxima a ela, a chamada Ilha dos Amores. Uma construção artificial feita de pedras. Ali também foi criado o primeiro parque infantil, com projeto do arquiteto Frederico Kirchgässner.

Flora e fauna

Todas as árvores do passeio são plantadas. Algumas das mais antigas são osplátanos, que ficam na pista ao lado do Colégio Estadual do Paraná. Há espaço para outras mais raras, como o xaxim, que está em extinção. Durante o passeio, foi possível observar árvores nomeadas, como o jacarandá mimoso. Segundo Trindade, essas placas indicam que a Secretaria do Meio Ambiente está monitorando-as mais de perto.

A fauna tem destaque. Eros de Souza, diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Prefeitura de Curitiba, explica que os animais sãonecessários, até para atrair a atenção dos visitantes. Ele conta que o passeio já foi palco de histórias curiosas, como a da gralha azul que visitava as “irmãs” que estavam no viveiro para se alimentar de pinhões dados por elas. O parque ainda serve de passagem para as garças durante o processo de migração. Normalmente, elas ficam no viveiro do pelicano, um dos recintos mais antigos. Outros viveiros abrigam urubus-reis, araras e flamingos. Há ainda duas ilhas para os macacos.

Parado

Há dois anos, surgiu um movimento de revitalização do passeio, o Ocupe o Passeio. Um projeto foi desenvolvido pelo Ippuc e apresentado na Câmara Municipal. Porém, segundo informações da assessoria do Instituto, o projeto está parado por falta de recursos. Dante Mendonça, um dos organizadores do Ocupe, diz que “até pela miserabilidade geral, ele acabou não indo pra frente. Isso é frustrante”.

Serviço | Rua Carlos Cavalcanti, Av. João Gualberto e Rua Presidente Faria. Terça-feira a domingo, das 6 às 20 horas.

*especial para a Gazeta do Povo


Fonte Gazeta do Povo

 


 
 
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