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Petit-pavê: o mais subversivo dos mosaicos

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Nem só de casarões vive a nossa história. O chão que a gente pisa também guarda boas surpresas. Montado pedra a pedra como um quebra-cabeça, o petit-pavé, também conhecido como mosaico português, funciona tal qual uma tela que reflete diferentes períodos culturais da cidade. Por isso deveria ser encarado como patrimônio cultural. É o que sugere a arquiteta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) Lúcia Torres de Moraes Vasconcelos, no livro Calçadas de Curitiba: Preservar É Preciso.

Motivos não faltam. O petit-pavé é o mais subversivo dos mosaicos. Enquanto as montagens tradicionais do mundo oriental são fundamentadas no ornamental, com um compromisso rigoroso para com os detalhes e a cor, o mosaico português é utilitário, bicolor e transforma o pormenor em motivo principal.

Diz-se que o mosaico português desembarcou em Curitiba por volta de 1920, quando da chegada dos primeiros portugueses que dominavam a técnica da calcetaria com basalto e calcário. Mas não é seguro afirmar que esses mosaicos seculares tenham sofrido influência direta dos portugueses, pois Curitiba já abrigava muitos povos e os portugueses jamais usariam um nome francês para intitular seus mosaicos, como destaca Lúcia em sua obra sobre o petit-pavé curitibano.

Entre os principais desenhos, destaque para os temas indígenas, típicos do movimento paranista entre 1920 e 1930. A ideia de usá-los nas calçadas da Av. Luis Xavier e da Praça Tiradentes, um dos primeiros lugares a receber o mosaico na capital, foi do então diretor do Museu Paranaense, Romário Martins, que passou a bola para o prefeito da época, Moreira Garcez. De lá pra cá, a ideia pegou. E alguns lugares bastante conhecidos de Curitiba foram homenageados com seus nomes gravados no chão, como no caso de galerias e redações de jornais.

Há quem odeie essas pedras, porém. Além de ser irregular, fator que sozinho já prejudica a acessibilidade a lugares centrais da cidade, o petit-pavé  se desprende da calçada, acumulando e espirrando água em quem passa, e torna-se escorregadio com o tempo. Isso acontece porque o caminhar das pessoas funciona como um polimento para a pedra, tornando-a cada vez mais lisa.

Mas a arquiteta Silvia Zilotti, que chefia o serviço de patrimônio histórico do Ippuc, garante: os especialistas ainda não acharam um material ideal para pavimentar as calçadas. “Todas apresentam limitações ou restrição de algum tipo, seja de preço ou de uso”, justifica.

Na Praça Osório, tapete de mosaico português com desenhos de rosácea paranista (com pinhões nas laterais), baseado no desenho de Lange de Morretes. Foto: Fred Kendi / Gazeta do Povo

Na Praça Osório, tapete de mosaico português com desenhos de rosácea paranista (com pinhões nas laterais), baseado no desenho de Lange de Morretes. Foto: Fred Kendi / Gazeta do Povo

Temas indígenas na calçacada da Travessa Tobias de Macedo. Foto: Fred Kendi / Gazeta do Povo

Temas indígenas na calçacada da Travessa Tobias de Macedo. Foto: Fred Kendi / Gazeta do Povo

Ondas do mar na Rua XV de Novembro, ao lado do Teatro Guaíra. Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Ondas do mar na Rua XV de Novembro, ao lado do Teatro Guaíra. Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Na esquina da Marechal Floriano com a Praça Tiradentes, desenho modernista, com motivos geométricos criados pelo arquiteto Osvaldo Navaro. Foto: Henry Milleo / Gazeta do Povo

Na esquina da Marechal Floriano com a Praça Tiradentes, desenho modernista, com motivos geométricos criados pelo arquiteto Osvaldo Navaro. Foto: Henry Milleo / Gazeta do Povo

Em torno da Praça Osório, desenhos com linhas sinuosas e entrelaçadas, baseadas em motivos naturais, fazem parte do movimento art noveau. Foto: Fred Kendi / Gazeta do Povo

Em torno da Praça Osório, desenhos com linhas sinuosas e entrelaçadas, baseadas em motivos naturais, fazem parte do movimento art noveau. Foto: Fred Kendi / Gazeta do Povo.


Fonte Gazeta do Povo

 


 
 
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