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Trem da Serra do Mar faz 130 anos de shows para turistas

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Durante todo o ano, principalmente fins de semana e feriados, quando se abrem as portas para a área de embarque, por volta das 8 h, a Estação Ferroviária de Curitiba é tomada por centenas de pessoas que vêm de vários cantos do país para fazer a tradicional viagem pela reserva ecológica da Serra do Mar, rumo a Morretes.

Segundo a Serra Verde Express, operadora dos vagões e da litorina de luxo, nos fins de semana e feriados o trem parte com a lotação máxima de 1,1 mil passageiros em 21 vagões. Já a litorina acomoda até 46 pessoas em dois vagões.

O passeio, de 3h30, em média, percorre 68 quilômetros entre Curitiba e Morretes e é repleto de atrações. A começar pela própria ferrovia que corta o conjunto montanhoso do Marumbi. Prestes a completar 130 anos, em fevereiro, a estrada de ferro é considerada uma das cem obras de engenharia mais importantes do Brasil.

Partindo de uma altitude de 934,6 metros acima do nível do mar, em Curitiba, em direção a Morretes, que fica a apenas 10,5 metros acima do nível do mar, o trem segue por um caminho ladeado por natureza exuberante, em uma das áreas de mata atlântica mais preservadas do Brasil.

O trecho mais aguardado do passeio são os 38 quilômetros de serra, trajeto pontuado por 13 túneis. Durante a travessia, o breu é tamanho que não é possível enxergar um palmo à frente. Atravessando a serra, o trem passa pelo canyon Garganta do Diabo e pela cachoeira Véu da Noiva, culminando na Ponte São João, a mais longa da ferrovia, com 112 metros de extensão a 55 metros de altura, de onde se tem uma vista privilegiada de Paranaguá e Morretes.

Logo em frente, o trem avança pelo Viaduto Carvalho que, assentado sobre cinco pilares de alvenaria em curva, provoca a incrível sensação de que os 21 vagões flutuam no vazio. “Do Viaduto Carvalho é possível descortinar toda a Serra. Eu brinco com os passageiros: ‘Vocês não vão voar de avião, vão voar de trem mesmo’”, conta a guia turística Nelly Pedroso.

O professor aposentado Cícero Tavares Lira, 72 anos, morador de Garanhuns (PE), olhava de um lado para o outro ao comando de Nelly, para não perder nada. “Estou encantado. Desde que me aposentei, costumo viajar pelo Brasil. Ano passado fui para o Rio Grande do Sul e Minas Gerais.”

Passando pelo viaduto, o trem chega à Estação Estadual Parque Marumbi, única parada turística para embarcar e desembarcar mochileiros e marumbinistas (escaladores da Serra do Mar). Hoje, as antigas casas são usadas pelo Instituto Ambiental do Paraná. A parada final do passeio turístico é a Estação de Morretes. Ali, os passageiros descem para conhecer a pequena cidade de clima bucólico convertida em polo gastronômico graças ao famoso barreado, prato típico do Litoral do Paraná.

Baião pernambucano anima o passeio

“Peguei o trem em Teresina / Pra São Luiz do Maranhão / Atravessei o Parnaíba / Ai, ai que dor no coração”. Foi ao som de Luiz Gonzaga, o rei do baião, que começou mais uma viagem de trem rumo à Morretes em um sábado especialmente quente de janeiro. O vagão de número 18 havia sido reservado para acomodar um grupo de 30 turistas vindos diretamente de Garanhuns, em Pernambuco, a 2,7 mil quilômetros de distância da capital paranaense. E o povo, arretado que só, estava animado.

A dupla Luiz Gonzaga de Barros, 72 anos, e José Salvador Silva, 71, liderava a inusitada seresta sobre os trilhos, pandeiro e cavaquinho em mãos, enquanto o restante da turma cantava e batia palmas. A certa altura, outra dupla arriscou passos de coco de roda, dança típica do Nordeste, no estreito corredor do vagão. De música em música, o microfone retornava às mãos de Nelly Pedroso, 70 anos, a guia turística responsável pelo vagão que, embora surpresa com a empolgação da trupe, logo entrou no ritmo da cantoria, dedo em riste.

Professora aposentada, Nelly não aparenta a idade que tem. Há 13 anos decidiu voltar ao batente e se arriscar como guia turística. Deu certo. “Eu sou muito falante, queria me comunicar. Nós levamos encantamento ao turista”, explica, com fala rápida. Nelly é ela mesma parte da atração que é o passeio de trem. Ela compõe o time de cerca de 70 guias que trabalham orientando os passageiros, contando a história de tudo que pode ser visto ao longo do trajeto e garantindo que eles não percam nada.

 


Fonte Gazeta do Povo

 


 
 
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